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como disseste: Vômito. Meu sentimento não vale nada.
Senti tua falta de forma tão aguda, que a saudade nem me assusta. A gente ainda vive nas lacunas das antigas lembranças e alegrias, numa triste tentativa de manter algo vivo, pois agora, nada resta para sermos o que éramos. Estamos quebradas, tristes, e igualmente sozinhas, na redoma de nossas frustrações. Desculpe gritar o que sinto, mas definitivamente nunca vi teu grito silencioso me dizer tanto. As suas palavras não ditas acomodariam nosso fim, e meus desabafos, são uma das tentativas falidas de te mostrar que sinto falta, que me sinto só, que mal sinto vontade de fazer nada, pq, tudo… tudo que eu tenho agora é o vacuo que reside entre nós, e sua frieza discreta, que apenas deixa; mas põe em minhas mãos, como sempre, a audácia de decidir por nós. Minha menina… já está grande para decidir por si, e se não quiserdes estar, respeirei, até a última gota da sua ação: indiferença e quietude. Não fazer nada pelo que você diz no verbo ser importante… quem cala consente, e você vem concordando com o fim, enquanto grito desesperadamente o que dói, e o que me faz assim; triste.
a gente não pode pedir atenção, algumas coisas devem ser naturais. A vibração de suas frases sem letras, me fazem crer o quão sou insignificante em sua vida.
- O contrário de amor segue sendo indiferença.
-Maré
O azul do amor que tive
Não importa… o azul nasceu do nosso amor. Mesmo que não estejamos juntas como sempre foi, todo afeto que damos a alguém veio do nosso princípio de únião e irmãdade. Eu lamento o tempo todo, a dor do amor inocente, das loucuras, dos soluços meus e teus que foram afagados com ternura. Eu sei que se tu precisar eu vou estar aqui. Mas sei que as vezes tudo que eu sinto é indiferença, e que: “não, ela não precisa de mim”.
Eu do fundo do meu coração azul, espero que seja como quando éramos crianças, que não sabíamos quem havia começado com a ação desconexa de puxar o cabelo da outra. Focávamos em revidar a dor que sentíamos, e nem percebemos que aquilo doía nas duas. Depois te mandei embora, lembra? “ta bom, eu vou”. No final das contas eu não aguentei, experniei mas depois deitada chorando, pedi desculpas, e aí ficou tudo bem…
Espero que tenhamos a maturidade de perceber que estamos parecendo essas duas crianças que resolveram não mais que derrepente reviver. Eu só não sou tão corajosa pra seguir minha natureza de dar o primeiro passo (eu sempre tive atitude, e você sempre balançava a cabeça, como quem dizia “penso o mesmo”).
É triste, e inacreditável. Eu perdi parte de mim, quando resolvemos deixar como está. Se eu não posso acreditar em ti, eu não posso crer em mais ninguém. Eu não sei se me entende, mas foi no berço que aprendi a amar, e você, esteve lá.
Algo em nós não é o mesmo, e eu fiz de tudo pra que notasse que eu precisava da sua presença, não só no passado, mas sempre. Mas atenção, é algo que não se pede, nem pra pessoa mais querida. Perde a beleza da sinceridade e expontâniedade. É que eu não quero ser a única a fazer questão…
É triste, mas eu preciso que diga algo, enquanto grito a todos nos cantos esperendo que venha escutar.
mas se tu se fizer de surta eu me faço de muda, e nos puxões de cabelo iremos continuar. Só que dessa vez… nem desculpas possa dar-te.